http://www.youtube.com/watch?v=w4i3AWDSl1k
Ashes to Ashes "é um single de David Bowie, lançado em 1980. Fez # 1 no Reino Unido e foi o primeiro corte da Scary Monsters (And Super Creeps) álbum, também um hit # 1. Assim como suas qualidades musicais , é conhecido por seu vídeo inovador, dirigido por David Bowie e Mallet. Bowie afirmou que, com esta canção que ele era "o acondicionamento de setenta realmente para mim, e que parecia um epitáfio bom o suficiente para isso".
O videoclipe de "Ashes to Ashes" foi um dos mais icónicos da década de 1980. Custando £ 250.000, que era na altura o videoclipe mais caro de sempre made.It incorporadas cenas, tanto na cor Solarised (ajudado por uma inovadora técnica Paintbox Quantel) e "em preto-e-branco, com Bowie no figurino espalhafatoso que pierrot tornou-se a representação visual dominante de sua fase Scary Monsters. Também foram aparecendo Steve Strange e outros membros da cena Blitz de Londres, incluindo Judith Franklin e Jane Darla Gilroy, precursores (os participantes mais tarde), o movimento New Romantic, que foi fortemente influenciado pela música de Bowie e imagem.
Bowie descreveu o tiro de si mesmo e os miúdos Blitz marchando em direção à câmera na frente de um bulldozer que simboliza "a violência que se aproxima". Embora pareça que dois dos miúdos Blitz curva em intervalos, eles estavam realmente tentando puxar seus vestidos de distância do trator, em um esforço para os evitar serem pegos. As cenas do cantor em um traje espacial - que sugeriu um hospital sistema de suporte à vida - e outros mostrando-lhe bloqueado o que parecia ser uma sala acolchoada, fez referência a dois Major Tom e interpretação de Bowie, New triste dele. Contrariamente à opinião recebida, a mulher idosa palestras Bowie no final do clipe não era sua verdadeira mãe. Record Mirror leitores votaram "Ashes to Ashes" e Bowie é o próximo single, "Fashion", os melhores videoclipes de 1980.
Saturday, July 31, 2010
Monday, July 19, 2010
O Anticristo
Prefácio
Este livro pertence aos homens mais raros. Talvez nenhum deles sequer esteja vivo. É possível que se encontrem entre aqueles que compreendem o meu "Zaratustra": como eu poderia misturar-me àqueles aos quais se presta ouvidos atualmente? Somente os dias vindouros me pertencem. Alguns homens nascem póstumos.
As condições sob as quais sou compreendido, sob as quais sou necessariamente compreendido conheço-as muito bem. Para suportar minha seriedade, minha paixão, é necessário possuir uma integridade intelectual levada aos limites extremos. Estar acostumado a viver no cimo das montanhas e ver a imundície política e o nacionalismo abaixo de si. Ter se tornado indiferente; nunca perguntar se a verdade será útil ou prejudicial... Possuir uma inclinação nascida da força para questões que ninguém possui coragem de enfrentar; ousadia para o proibido; predestinação para o labirinto. Uma experiência de sete solidões. Ouvidos novos para música nova. Olhos novos para o mais distante. Uma consciência nova para verdades que até agora permaneceram mudas. E um desejo de economia em grande estilo acumular sua força, seu entusiasmo... Auto-reverência, amor-próprio, absoluta liberdade para consigo...
Muito bem! Apenas esses são meus leitores, meus verdadeiros leitores, meus leitores predestinados: que importância tem o resto? O resto é somente a humanidade. É preciso tornar-se superior à humanidade em poder, em grandeza de alma em desprezo...
Friedrich Nietzsche
Download livro "O Anticristo" em pdf.
outro link.
Este livro pertence aos homens mais raros. Talvez nenhum deles sequer esteja vivo. É possível que se encontrem entre aqueles que compreendem o meu "Zaratustra": como eu poderia misturar-me àqueles aos quais se presta ouvidos atualmente? Somente os dias vindouros me pertencem. Alguns homens nascem póstumos.
As condições sob as quais sou compreendido, sob as quais sou necessariamente compreendido conheço-as muito bem. Para suportar minha seriedade, minha paixão, é necessário possuir uma integridade intelectual levada aos limites extremos. Estar acostumado a viver no cimo das montanhas e ver a imundície política e o nacionalismo abaixo de si. Ter se tornado indiferente; nunca perguntar se a verdade será útil ou prejudicial... Possuir uma inclinação nascida da força para questões que ninguém possui coragem de enfrentar; ousadia para o proibido; predestinação para o labirinto. Uma experiência de sete solidões. Ouvidos novos para música nova. Olhos novos para o mais distante. Uma consciência nova para verdades que até agora permaneceram mudas. E um desejo de economia em grande estilo acumular sua força, seu entusiasmo... Auto-reverência, amor-próprio, absoluta liberdade para consigo...
Muito bem! Apenas esses são meus leitores, meus verdadeiros leitores, meus leitores predestinados: que importância tem o resto? O resto é somente a humanidade. É preciso tornar-se superior à humanidade em poder, em grandeza de alma em desprezo...
Friedrich Nietzsche
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Tuesday, May 11, 2010
Hamburguer de Proteína de Soja
-
Ingredientes
2 xícaras (chá) de proteína texturizada de soja granulada já hidratada
1 xícara (chá) de aveia flocos finos
5 colheres (sopa) de farinha de trigo integral
2 colheres (sopa) de shoyu
1 cebola picada
1 dente de alho triturado
2 ovos
sal marinho a gosto
Modo de preparo
Misture bem todos os ingredientes. Modele os hambúrgueres, passe-os na farinha integral ou de rosca. Frite em frigideira anti-aderente. Sirva com pão de hambúrguer, alface e tomate.
Ingredientes
2 xícaras (chá) de proteína texturizada de soja granulada já hidratada
1 xícara (chá) de aveia flocos finos
5 colheres (sopa) de farinha de trigo integral
2 colheres (sopa) de shoyu
1 cebola picada
1 dente de alho triturado
2 ovos
sal marinho a gosto
Modo de preparo
Misture bem todos os ingredientes. Modele os hambúrgueres, passe-os na farinha integral ou de rosca. Frite em frigideira anti-aderente. Sirva com pão de hambúrguer, alface e tomate.
Saturday, April 17, 2010
Biblioteca Virtual
Cinema, semiótica, arte, TV, design, um grande acervo de e-books, vale a pena conferir.
http://www.4shared.com/u/sggkgmq/5a2ff7f5/BIBLIOTECA_virtual.html
Dica do Vinicius Kluge no forum do http://www.makingoff.org/
http://www.4shared.com/u/sggkgmq/5a2ff7f5/BIBLIOTECA_virtual.html
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Livros Sobre Cinema Para Download
É TUDO VERDADE!
15º festival internaconal de documentário.
Apesar do festival só ir até amanhã, vale apena conhecer o conteúdo do site.
http://www.etudoverdade.com.br/
Apesar do festival só ir até amanhã, vale apena conhecer o conteúdo do site.
http://www.etudoverdade.com.br/
Tuesday, April 13, 2010
[E-Books] Coletânea Com Vários Livros Sobre Cinema
Achei o link para estes livros em um forum sobre cinema www.makingoff.org post de
Thomas Anthony, que credita Leandro Cunha (Wirmitt), que se preocupou em catalogar todos em um link!
Vários livros a maioria em português.
http://www.4shared.com/dir/18732121/cb6ce4a8/Una_Cinema.html
Thomas Anthony, que credita Leandro Cunha (Wirmitt), que se preocupou em catalogar todos em um link!
Vários livros a maioria em português.
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Friday, March 19, 2010
In-Edit Brasil 2010: Festival Internacional do Documentário Musical
O In-Edit Brasil 2010 começa hoje em 7 salas de São Paulo.
São mais de 73 filmes, 60 inéditos nos circuitos comerciais.
A programação completa está no site:
www.in-edit-brasil.com
São mais de 73 filmes, 60 inéditos nos circuitos comerciais.
A programação completa está no site:
www.in-edit-brasil.com
Thursday, March 18, 2010
O que é VÍDEO?
Vídeo é uma linguagem que atua como mídia, contendo imagens eletrônicas, ruídos, som e silêncio.
Felipe Neves
Felipe Neves
Wednesday, March 17, 2010
A Filosofia da Caixa Preta
Vilém Flusser escrito em 1983
O livro um tratado sobre "imagem", cunha o termo "imagem técnica" criadas com a mediação de máquina (caixa preta) e a filosofia tem como função iluminala, em um processo de raciocinio lógico.
"A Filosofia da Caixa Preta – Ensaios para uma futura filosofia da fotografia" não é um livro apenas sobre fotos, mas sobre a função da imagem no nosso tempo, podendo ser aplicado tanto no video como no cinema.
download:
http://www.4shared.com/file/235307503/a2257994/FILOSOFIADACAIXAPRETA.html
O livro um tratado sobre "imagem", cunha o termo "imagem técnica" criadas com a mediação de máquina (caixa preta) e a filosofia tem como função iluminala, em um processo de raciocinio lógico.
"A Filosofia da Caixa Preta – Ensaios para uma futura filosofia da fotografia" não é um livro apenas sobre fotos, mas sobre a função da imagem no nosso tempo, podendo ser aplicado tanto no video como no cinema.
download:
http://www.4shared.com/file/235307503/a2257994/FILOSOFIADACAIXAPRETA.html
Tuesday, March 16, 2010
Para ser um independente, você precisa pretender a independência!!!
Um exemplo de produção independente.
Experiências Cruspianas
Vídeo de Nilson Couto, sobre o CRUSP, realizado em Junho de 1986.
Duração: 26 min
Download no site do cmi Brasil – centro de mídia independente
http://www.midiaindependente.org/pt/blue//2004/11/294431.shtml
Experiências Cruspianas
Vídeo de Nilson Couto, sobre o CRUSP, realizado em Junho de 1986.
Duração: 26 min
Download no site do cmi Brasil – centro de mídia independente
http://www.midiaindependente.org/pt/blue//2004/11/294431.shtml
Sunday, March 07, 2010
Livros Sobre Cinema Para Download
Confira uma lista de livros sobre cinema para donwload no blog.
http://a-pimenta.blogspot.com/2009/09/livros-sobre-cinema-para-download.html
Alguns dos livros disponibilizados aqui são edições esgotadas que não existem para comprar, então não vejo problemas de diretos autorais.
Alguém discorda?
http://a-pimenta.blogspot.com/2009/09/livros-sobre-cinema-para-download.html
Alguns dos livros disponibilizados aqui são edições esgotadas que não existem para comprar, então não vejo problemas de diretos autorais.
Alguém discorda?
Desdobramentos
Quem é blogueiro ou “internerd” sabe que estamos sempre atrás de um bom blog sobre assuntos que nos interessam. Bom ai vai uma ótima sugestão, um blog que vale a pena acompanhar.
http://desdobramentos.wordpress.com/
Blog de Renata Gomes, coordena o programa de pós-graduação lato sensu em Criação de Imagens e Sons em Mídias Emergentes do Centro Universitário Senac São Paulo.
my teacher.
http://desdobramentos.wordpress.com/
Blog de Renata Gomes, coordena o programa de pós-graduação lato sensu em Criação de Imagens e Sons em Mídias Emergentes do Centro Universitário Senac São Paulo.
my teacher.
Friday, March 05, 2010
William-Gibson-Neuromancer.pdf
Como uma forma de teste, disponibilizei um pdf do livro Neuromancer de William-Gibson no site http://www.4shared.com/ ótimo lugar para disponibilizar matéria ll, fácil e grátis.
O livro Neuroromance é um romance futurista lançado em 1984, uma novela Cyber Punk, ele introduziu vários termos de tecnologia para um universo mais popular, como inteligência artificial, mundo virtual e matrix, o filme bebeu dai. (mas esta longe de ser a mesma história). Baixem em:
http://www.4shared.com/file/235201435/8f9e692c/4989940-William-Gibson-Neuroma.html
O livro Neuroromance é um romance futurista lançado em 1984, uma novela Cyber Punk, ele introduziu vários termos de tecnologia para um universo mais popular, como inteligência artificial, mundo virtual e matrix, o filme bebeu dai. (mas esta longe de ser a mesma história). Baixem em:
http://www.4shared.com/file/235201435/8f9e692c/4989940-William-Gibson-Neuroma.html
Thursday, March 04, 2010
Campus Party Basil 2010
Para quem não pode conferir ou mesmo não conhece, estão “no ar” as palestras realizadas, no Campus Party Basil 2010, um dos maiores encontro sobre tecnologia.
Os vídeos estão disponíveis no canal do youtube;
http://www.youtube.com/user/campusparty
recomendo um dos poucos vídeos que pude assistir sobre (RA) realidade aumentada, nova forma dos seres humanos se relacionarem com as maquinas, o que parece um texto de ficção cientifica já é uma realidade... (o áudio do vídeo está horrível).
http://www.youtube.com/watch?v=Czp0BJiEhcI
Os vídeos estão disponíveis no canal do youtube;
http://www.youtube.com/user/campusparty
recomendo um dos poucos vídeos que pude assistir sobre (RA) realidade aumentada, nova forma dos seres humanos se relacionarem com as maquinas, o que parece um texto de ficção cientifica já é uma realidade... (o áudio do vídeo está horrível).
http://www.youtube.com/watch?v=Czp0BJiEhcI
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Wednesday, November 04, 2009
Friday, September 25, 2009
Download: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer
Hoje ganhei de uma amiga do trabalho, Diana, o livro 1001 filmes para ver antes de morrer. Adorei ganhar um presente sem motivo, e adorei o livro. As fotos são ótimas e as sugestões são excelentes, o texto que acompanha às vezes deixa a desejar, mas ainda mal li...
Este livro me deu uma idéia. Que aposto, várias pessoas já tiveram também...
Que é o seguinte: comprar o 1001 disco para ouvir antes de morrer de baixar da Internet todos os álbuns...
Bom... andei buscando na net e achei um site que todos os disco para download...
Demais não!? Segue o link abaixo...
http://nobrasil.org/1001-discos-para-ouvir-antes-de-morrer/
Hoje ganhei de uma amiga do trabalho, Diana, o livro 1001 filmes para ver antes de morrer. Adorei ganhar um presente sem motivo, e adorei o livro. As fotos são ótimas e as sugestões são excelentes, o texto que acompanha às vezes deixa a desejar, mas ainda mal li...
Este livro me deu uma idéia. Que aposto, várias pessoas já tiveram também...
Que é o seguinte: comprar o 1001 disco para ouvir antes de morrer de baixar da Internet todos os álbuns...
Bom... andei buscando na net e achei um site que todos os disco para download...
Demais não!? Segue o link abaixo...
http://nobrasil.org/1001-discos-para-ouvir-antes-de-morrer/
Saturday, July 25, 2009
Exposição de Fotos Ivan Pires
Video que fiz da expo do Ivan PIres, mais do trabalho dele no flickr: http://www.flickr.com/photos/maisumdomingo/
eu também estou no Flick: http://www.flickr.com/photos/nitxi
eu também estou no Flick: http://www.flickr.com/photos/nitxi
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Ivan Pires
"O perigoso estado das coisas"
(como esta matéria esta sø no site da da Folha - Ilustrada, sø para assinantes, achei por bem colocar aqui...)
O perigoso estado das coisas
Nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil, o cinema independente está passando pela mais grave crise desde que, há 50 anos, a nouvelle vague deu sentido ao termo
Divulgação
Os atores Jeffrey Kime e Isabelle Weingarten em cena de
"O Estado das Coisas', de Wim Wenders
WALTER SALLES
ESPECIAL PARA A FOLHA
No filme de Wim Wenders que ganhou o Festival de Veneza em 1982, "O Estado das Coisas", uma equipe de cinema independente para em plena rodagem de uma ficção científica por falta de financiamento.
O que era ficção tornou-se realidade. Em vários países, o cinema independente passa pela maior crise desde que, há 50 anos, a nouvelle vague e realizadores como John Cassavetes deram sentido ao termo. O resultado é, em diversas latitudes, inquietante.
Nos EUA, os estúdios fecharam várias distribuidoras que haviam criado para lançar ou coproduzir filmes independentes. A New Yorker Films, a emblemática distribuidora que levou nomes como Jean-Luc Godard, François Truffaut, Abbas Kiarostami e mais recentemente Jia Zhang-ke às telas norte-americanas, também cerrou as portas.
Mais de 90% dos filmes apresentados no Festival Sundance no início do ano nunca sairão nos cinemas, por falta de distribuição. Com a crise, é paradoxalmente mais provável que filmes de US$ 150 ou US$ 200 milhões sejam produzidos hoje nos EUA do que um pequeno filme independente de baixo orçamento.
A lógica dos estúdios mudou: produzir menos filmes, com conteúdo já testado, lançados no maior número de salas ao redor do mundo, simultaneamente. Nessa equação industrial, o custo não é um problema. O risco, sim. Resultado: o cardápio cinematográfico norte-americano está se tornando cada vez mais restrito, e o conteúdo, mais conservador.
Em grande parte, "sequels", "prequels" ou adaptações de séries de televisão. A safra excepcional de 2007 ("Onde os Fracos Não Têm Vez", "Sangue Negro", "Não Estou Lá" e "Zodíaco", entre outros) não deve se repetir tão cedo. E dá-lhe "Transformers" 2, 3, 4...
Na Europa, a política cultural instaurada há décadas em países como a França ou a Espanha defende o cinema independente e o protege de um terremoto como esse que os EUA estão vivenciando. Mas, mesmo por lá, a situação é cada vez mais preocupante. A sólida safra de autores em competição em Cannes 2009 ainda é o reflexo de uma situação pré-crise. Como o ciclo de produção de um filme é, em média, de dois anos, pode-se temer pelas safras de 2010 e, sobretudo, 2011.
Com a falta de crédito, produtores e realizadores europeus estão mais dependentes das TVs. E com a privatização das redes, só os longas que respondem a uma lógica de grande público e podem passar em horário nobre encontram rapidamente financiamento. Os outros penam. Como exercício, pode-se imaginar o tipo de filmes que as três redes de Silvio Berlusconi cofinanciam.
Numa Europa em recessão, até realizadores como Milos Forman tiveram filmes em pré-produção suspensos. Mais uma vez, a equação se repete: menos risco, mais previsibilidade, menos diversidade.
Num encontro recente em Berlim, Wim Wenders dizia que, hoje, é provável que um filme como "Asas do Desejo" (1987) não fosse mais financiado. O filme, assim como "Alice nas Cidades" (1974), não tinha um roteiro escrito. Tinha, ao contrário, uma ideia que nutria o filme, e que era desenvolvida a cada dia durante a filmagem. Em grande parte improvisado, "Asas do Desejo" foi viabilizado em um momento em que o processo decisório em torno do cinema independente era outro.
Poucas fontes
Hoje sobram apenas algumas fontes de financiamento, canais culturais independentes como a Arte na França, o Film Four e a BBC na Inglaterra, que ainda se aventurariam em projetos semelhantes. Porém, a maioria desses canais sofreu cortes importantes de orçamento em 2009.
Wenders também se inquietava com a crise da cinefilia: mesmo que um filme como "Asas do Desejo" ainda pudesse ser feito, haveria público para assisti-lo? Lançado com poucas cópias, o filme de autor depende de tempo de permanência nas salas. Em sentido contrário, a rotatividade dos filmes nos cinemas acelera-se a cada ano. Na Europa como no Brasil, o perfil das salas de exibição tem mudado rapidamente, de salas independentes de rua para multiplexes em shoppings. Nesses novos espaços, o mesmo filme ocupa frequentemente várias salas de exibição.
Mudança de hábito, mudança de público. Foi-se o tempo em que um filme como "Sem Destino" (1968), de Dennis Hopper, ficava 20 anos em cartaz em Paris. A sala onde isso aconteceu, o Cinoche em St. Germain, fechou em 2008. Deu lugar a uma rede de fast-food. Em alguns países, filmes têm saído diretamente dos festivais para as telas das cinematecas, sem passar pelo mercado exibidor tradicional.
É o caso de Kiarostami e Nuri Ceylan na Inglaterra. Seus últimos filmes só chegaram ao público inglês graças ao National Film Theatre -salas de exibição mantidas pelo British Film Institute.
Godard e Truffaut
Voltando ao ponto de partida, a nouvelle vague: Godard e Truffaut instauraram a ideia de que o cinema era uma arte total, o ponto de encontro entre a literatura, o teatro, a pintura, a fotografia, a arquitetura, a filosofia. Desde então, gerações se formaram tendo o cinema como instrumento de compreensão e desvendamento do mundo. Como seria viver em um mundo em que esses filmes que vão além do simples entretenimento não mais existiriam?
O teatro foi dado muitas vezes como morto - e não parou de renascer desde então. O mesmo foi dito do cinema quando a TV se tornou dominante. A sentença repete-se agora com a internet. Quando o cinema foi inventado, as primeiras exibições de filmes aconteceram em circos. "O cinema é primo da roda-gigante", disse uma vez Walter Lima Jr. A roda-gigante também foi dada como morta, e nunca morreu. Talvez porque ela nos ofereça uma visão única, panorâmica, do mundo -e a possibilidade do encantamento.
WALTER SALLES, 53, é cineasta, diretor de "Central do Brasil" e "Diários de Motocicleta", entre outros
Produtoras encolhem com a crise financeira
Hoje, só 12 empresas independentes de médio porte atuam em Hollywood
No início de 2008, o número chegava a 38; modelo sente a escassez de crédito e é prejudicado pela opção por superproduções juvenis
SÉRGIO RIZZO
CRÍTICO DA FOLHA, EM NOVA YORK
Wall Street fica longe de Hollywood, mas o impacto da crise no mercado financeiro dos EUA foi sentido pela indústria cinematográfica como se o mesmo abalo sísmico tivesse atingido Nova York e Los Angeles, com efeitos devastadores no cenário independente e reverberações significativas nos grandes estúdios.
No início de 2008, havia 38 produtoras independentes de médio porte atuando em Hollywood; hoje, restaram 12. A Warner, maior estúdio do mercado, encerrou nesse período as atividades de duas divisões autônomas (Warner Independent Pictures e Picturehouse), e assumiu o controle da terceira, New Line.
Responsável pela trilogia "O Senhor dos Anéis", a New Line tinha 600 empregados e produzia de 12 a 15 longas por ano. Agora, tem 50 funcionários e produz de seis a oito filmes. A Warner reduziu de 30 para 20 o volume anual de longas.
A concentração de mercado -com espaço para um número menor de títulos, que são dirigidos ao público jovem e ocupam cada vez mais salas- foi aprofundada pela escassez de crédito, mas está relacionada também a um modelo de negócio que, inicialmente configurado nos anos 70, favorece a circulação de superproduções juvenis.
Personagens importantes na consolidação do cinema independente norte-americano a partir dos anos 90 protagonizam episódios ilustrativos dos novos tempos. "Che", de Steven Soderbergh, que obteve simbólica Palma de Ouro em Cannes com "Sexo, Mentiras e Videotape" (1989), quase não encontrou distribuidor nos EUA.
Lançada discretamente com uma verba de promoção de US$ 1 milhão (contra a média atual de US$ 37 milhões para um filme de estúdio), a cinebiografia de Ernesto Guevara arrecadou apenas US$ 1,7 milhão. O novo projeto de Soderbergh, "Moneyball", foi suspenso três dias antes do início das filmagens.
Nesse caso, os dados são ainda mais alarmantes: era um filme de grande estúdio (Sony) e estrelado por um astro (Brad Pitt), mas foi considerado de alto risco porque envolvia o uso de um estilo semidocumental que não seria "vendável". Descontente com o desempenho de seus dramas adultos recentes, a Universal suspendeu as atividades do departamento responsável por esses projetos.
Os irmãos Bob e Harvey Weinstein -que tornaram a produtora e distribuidora Miramax, hoje incorporada ao grupo Disney, um ícone da onda independente nos anos 90- tentam agora erguer a Weinstein Company, que se reestrutura, com a ajuda do escritório que cuidou da falência da Enron, para renegociar dívida de US$ 500 milhões.
"É um período de desafios para todos os que não fazem filmes para crianças ou para adultos que se comportam como crianças", afirma Rebecca Yeldham, diretora do Festival de Los Angeles, cuja última edição, realizada em junho, reuniu profissionais da indústria em painel chamado "O mundo como o conhecemos: acabou?".
"Era inevitável que os anos de ouro do cinema independente terminariam. Como ocorreu de forma geral na economia dos EUA, a operação se tornou cheia de gorduras - muitos filmes sendo jogados no circuito, muitos filmes ruins "queimando" o espectador desavisado, custos crescentes."
O orçamento médio de um longa independente saltou de US$ 5 milhões "para duas ou três vezes mais", de acordo com Rebecca, e seus custos de lançamento subiram para "entre US$ 2 milhões e US$ 5 milhões", segundo o produtor Mark Gill, em virtude da necessidade de lutar pelo público contra superproduções e alternativas de lazer doméstico.
Ex-presidente da Miramax e atual diretor da produtora Film Department, Gill foi apelidado por colegas em Hollywood como "príncipe das trevas" por um diagnóstico sombrio do cenário independente feito em um simpósio do Festival de Los Angeles de 2008.
Na ocasião, Gill considerou que "o céu estava caindo" sobre a produção independente. "Quando fiz aquele discurso, fui acusado de ser muito negativo", lembra. "O tempo mostrou que eu fui otimista. As coisas ficaram um pouco piores do que eu havia imaginado."
Frases
"É um período de desafios para todos os que não fazem filmes para crianças ou para adultos que se comportam como crianças"
REBECCA YELDHAM
diretora do Festival de Los Angeles
"Era inevitável que os anos de ouro do cinema independente terminariam. A operação se tornou cheia de gorduras - muitos filmes sendo jogados no circuito, muitos filmes ruins "queimando" o espectador desavisado"
idem
O perigoso estado das coisas
Nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil, o cinema independente está passando pela mais grave crise desde que, há 50 anos, a nouvelle vague deu sentido ao termo
Divulgação
Os atores Jeffrey Kime e Isabelle Weingarten em cena de
"O Estado das Coisas', de Wim Wenders
WALTER SALLES
ESPECIAL PARA A FOLHA
No filme de Wim Wenders que ganhou o Festival de Veneza em 1982, "O Estado das Coisas", uma equipe de cinema independente para em plena rodagem de uma ficção científica por falta de financiamento.
O que era ficção tornou-se realidade. Em vários países, o cinema independente passa pela maior crise desde que, há 50 anos, a nouvelle vague e realizadores como John Cassavetes deram sentido ao termo. O resultado é, em diversas latitudes, inquietante.
Nos EUA, os estúdios fecharam várias distribuidoras que haviam criado para lançar ou coproduzir filmes independentes. A New Yorker Films, a emblemática distribuidora que levou nomes como Jean-Luc Godard, François Truffaut, Abbas Kiarostami e mais recentemente Jia Zhang-ke às telas norte-americanas, também cerrou as portas.
Mais de 90% dos filmes apresentados no Festival Sundance no início do ano nunca sairão nos cinemas, por falta de distribuição. Com a crise, é paradoxalmente mais provável que filmes de US$ 150 ou US$ 200 milhões sejam produzidos hoje nos EUA do que um pequeno filme independente de baixo orçamento.
A lógica dos estúdios mudou: produzir menos filmes, com conteúdo já testado, lançados no maior número de salas ao redor do mundo, simultaneamente. Nessa equação industrial, o custo não é um problema. O risco, sim. Resultado: o cardápio cinematográfico norte-americano está se tornando cada vez mais restrito, e o conteúdo, mais conservador.
Em grande parte, "sequels", "prequels" ou adaptações de séries de televisão. A safra excepcional de 2007 ("Onde os Fracos Não Têm Vez", "Sangue Negro", "Não Estou Lá" e "Zodíaco", entre outros) não deve se repetir tão cedo. E dá-lhe "Transformers" 2, 3, 4...
Na Europa, a política cultural instaurada há décadas em países como a França ou a Espanha defende o cinema independente e o protege de um terremoto como esse que os EUA estão vivenciando. Mas, mesmo por lá, a situação é cada vez mais preocupante. A sólida safra de autores em competição em Cannes 2009 ainda é o reflexo de uma situação pré-crise. Como o ciclo de produção de um filme é, em média, de dois anos, pode-se temer pelas safras de 2010 e, sobretudo, 2011.
Com a falta de crédito, produtores e realizadores europeus estão mais dependentes das TVs. E com a privatização das redes, só os longas que respondem a uma lógica de grande público e podem passar em horário nobre encontram rapidamente financiamento. Os outros penam. Como exercício, pode-se imaginar o tipo de filmes que as três redes de Silvio Berlusconi cofinanciam.
Numa Europa em recessão, até realizadores como Milos Forman tiveram filmes em pré-produção suspensos. Mais uma vez, a equação se repete: menos risco, mais previsibilidade, menos diversidade.
Num encontro recente em Berlim, Wim Wenders dizia que, hoje, é provável que um filme como "Asas do Desejo" (1987) não fosse mais financiado. O filme, assim como "Alice nas Cidades" (1974), não tinha um roteiro escrito. Tinha, ao contrário, uma ideia que nutria o filme, e que era desenvolvida a cada dia durante a filmagem. Em grande parte improvisado, "Asas do Desejo" foi viabilizado em um momento em que o processo decisório em torno do cinema independente era outro.
Poucas fontes
Hoje sobram apenas algumas fontes de financiamento, canais culturais independentes como a Arte na França, o Film Four e a BBC na Inglaterra, que ainda se aventurariam em projetos semelhantes. Porém, a maioria desses canais sofreu cortes importantes de orçamento em 2009.
Wenders também se inquietava com a crise da cinefilia: mesmo que um filme como "Asas do Desejo" ainda pudesse ser feito, haveria público para assisti-lo? Lançado com poucas cópias, o filme de autor depende de tempo de permanência nas salas. Em sentido contrário, a rotatividade dos filmes nos cinemas acelera-se a cada ano. Na Europa como no Brasil, o perfil das salas de exibição tem mudado rapidamente, de salas independentes de rua para multiplexes em shoppings. Nesses novos espaços, o mesmo filme ocupa frequentemente várias salas de exibição.
Mudança de hábito, mudança de público. Foi-se o tempo em que um filme como "Sem Destino" (1968), de Dennis Hopper, ficava 20 anos em cartaz em Paris. A sala onde isso aconteceu, o Cinoche em St. Germain, fechou em 2008. Deu lugar a uma rede de fast-food. Em alguns países, filmes têm saído diretamente dos festivais para as telas das cinematecas, sem passar pelo mercado exibidor tradicional.
É o caso de Kiarostami e Nuri Ceylan na Inglaterra. Seus últimos filmes só chegaram ao público inglês graças ao National Film Theatre -salas de exibição mantidas pelo British Film Institute.
Godard e Truffaut
Voltando ao ponto de partida, a nouvelle vague: Godard e Truffaut instauraram a ideia de que o cinema era uma arte total, o ponto de encontro entre a literatura, o teatro, a pintura, a fotografia, a arquitetura, a filosofia. Desde então, gerações se formaram tendo o cinema como instrumento de compreensão e desvendamento do mundo. Como seria viver em um mundo em que esses filmes que vão além do simples entretenimento não mais existiriam?
O teatro foi dado muitas vezes como morto - e não parou de renascer desde então. O mesmo foi dito do cinema quando a TV se tornou dominante. A sentença repete-se agora com a internet. Quando o cinema foi inventado, as primeiras exibições de filmes aconteceram em circos. "O cinema é primo da roda-gigante", disse uma vez Walter Lima Jr. A roda-gigante também foi dada como morta, e nunca morreu. Talvez porque ela nos ofereça uma visão única, panorâmica, do mundo -e a possibilidade do encantamento.
WALTER SALLES, 53, é cineasta, diretor de "Central do Brasil" e "Diários de Motocicleta", entre outros
Produtoras encolhem com a crise financeira
Hoje, só 12 empresas independentes de médio porte atuam em Hollywood
No início de 2008, o número chegava a 38; modelo sente a escassez de crédito e é prejudicado pela opção por superproduções juvenis
SÉRGIO RIZZO
CRÍTICO DA FOLHA, EM NOVA YORK
Wall Street fica longe de Hollywood, mas o impacto da crise no mercado financeiro dos EUA foi sentido pela indústria cinematográfica como se o mesmo abalo sísmico tivesse atingido Nova York e Los Angeles, com efeitos devastadores no cenário independente e reverberações significativas nos grandes estúdios.
No início de 2008, havia 38 produtoras independentes de médio porte atuando em Hollywood; hoje, restaram 12. A Warner, maior estúdio do mercado, encerrou nesse período as atividades de duas divisões autônomas (Warner Independent Pictures e Picturehouse), e assumiu o controle da terceira, New Line.
Responsável pela trilogia "O Senhor dos Anéis", a New Line tinha 600 empregados e produzia de 12 a 15 longas por ano. Agora, tem 50 funcionários e produz de seis a oito filmes. A Warner reduziu de 30 para 20 o volume anual de longas.
A concentração de mercado -com espaço para um número menor de títulos, que são dirigidos ao público jovem e ocupam cada vez mais salas- foi aprofundada pela escassez de crédito, mas está relacionada também a um modelo de negócio que, inicialmente configurado nos anos 70, favorece a circulação de superproduções juvenis.
Personagens importantes na consolidação do cinema independente norte-americano a partir dos anos 90 protagonizam episódios ilustrativos dos novos tempos. "Che", de Steven Soderbergh, que obteve simbólica Palma de Ouro em Cannes com "Sexo, Mentiras e Videotape" (1989), quase não encontrou distribuidor nos EUA.
Lançada discretamente com uma verba de promoção de US$ 1 milhão (contra a média atual de US$ 37 milhões para um filme de estúdio), a cinebiografia de Ernesto Guevara arrecadou apenas US$ 1,7 milhão. O novo projeto de Soderbergh, "Moneyball", foi suspenso três dias antes do início das filmagens.
Nesse caso, os dados são ainda mais alarmantes: era um filme de grande estúdio (Sony) e estrelado por um astro (Brad Pitt), mas foi considerado de alto risco porque envolvia o uso de um estilo semidocumental que não seria "vendável". Descontente com o desempenho de seus dramas adultos recentes, a Universal suspendeu as atividades do departamento responsável por esses projetos.
Os irmãos Bob e Harvey Weinstein -que tornaram a produtora e distribuidora Miramax, hoje incorporada ao grupo Disney, um ícone da onda independente nos anos 90- tentam agora erguer a Weinstein Company, que se reestrutura, com a ajuda do escritório que cuidou da falência da Enron, para renegociar dívida de US$ 500 milhões.
"É um período de desafios para todos os que não fazem filmes para crianças ou para adultos que se comportam como crianças", afirma Rebecca Yeldham, diretora do Festival de Los Angeles, cuja última edição, realizada em junho, reuniu profissionais da indústria em painel chamado "O mundo como o conhecemos: acabou?".
"Era inevitável que os anos de ouro do cinema independente terminariam. Como ocorreu de forma geral na economia dos EUA, a operação se tornou cheia de gorduras - muitos filmes sendo jogados no circuito, muitos filmes ruins "queimando" o espectador desavisado, custos crescentes."
O orçamento médio de um longa independente saltou de US$ 5 milhões "para duas ou três vezes mais", de acordo com Rebecca, e seus custos de lançamento subiram para "entre US$ 2 milhões e US$ 5 milhões", segundo o produtor Mark Gill, em virtude da necessidade de lutar pelo público contra superproduções e alternativas de lazer doméstico.
Ex-presidente da Miramax e atual diretor da produtora Film Department, Gill foi apelidado por colegas em Hollywood como "príncipe das trevas" por um diagnóstico sombrio do cenário independente feito em um simpósio do Festival de Los Angeles de 2008.
Na ocasião, Gill considerou que "o céu estava caindo" sobre a produção independente. "Quando fiz aquele discurso, fui acusado de ser muito negativo", lembra. "O tempo mostrou que eu fui otimista. As coisas ficaram um pouco piores do que eu havia imaginado."
Frases
"É um período de desafios para todos os que não fazem filmes para crianças ou para adultos que se comportam como crianças"
REBECCA YELDHAM
diretora do Festival de Los Angeles
"Era inevitável que os anos de ouro do cinema independente terminariam. A operação se tornou cheia de gorduras - muitos filmes sendo jogados no circuito, muitos filmes ruins "queimando" o espectador desavisado"
idem
Saturday, July 04, 2009
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