Sou o cine-olho mecânico. Eu, máquina, mostro a vocês o mundo como só eu posso vê-lo. Liberte-me agora, e para sempre, da imobilidade humana, estou em um movimento de ininterrupto, me aproximo e me distancio dos objetos, deslizo por baixo, monto em cima deles, avanço ao lado de um focinho de um cavalo que galopa, mergulho a toda velocidade na multidão, corro diante de soldados que avançam para o ataque, caio de costas, avanço voo ao mesmo tempo em que o avião, caio e voo com os corpos que caem e alçam voo. Livre dos quadros de tempo e de espaço, justaponho todos os pontos do universo onde quer que os tenha fixado. meu caminho leva a criação de uma percepção nova do mundo. eis por que decifro de maneira nova o mundo desconhecido por vocês.
Dziga Vertov, "Résolution du Conseil des Trois du 10 abril 1923", Articles, Journaux, Projets, Paris: Cahiers du Cinema, 1972, pp. 30-31 apud . Philippe Dubois "Cinema, Vídeo, Godard" pag. 188
Showing posts with label Cinema. Show all posts
Showing posts with label Cinema. Show all posts
Saturday, August 28, 2010
Tuesday, August 03, 2010
A originalidade da fotografia.
Uma passagem célebre de André Bazin,
“A originalidade da fotografia em relação à pintura reside em sua objetividade essencial(...) Pela primeira vez, entre o objeto inicial e sua representação, nada se interpõe a não ser um outro objeto. Pela primeira vez, uma imagem do mundo exterior se forma, automaticamente sem a intervenção criadora do homem, segundo um rigoroso determinismo. A personalidade do fotógrafo entra em jogo somente pela escolha orientação, pela pedagogia do fenômeno; por mais visível que ela seja na obra acabada, já não figura nela como a do pintor. Todas as artes se fundam na presença do homem; unicamente na fotografia é que fruímos da sua ausência.
A. Bazin, “Ontologia da imagem fotográfica” (1945), incluído em "A experiência do cinema", antologia organizada por I. Xavier, 3 ed, São Paulo, Graal, 2003.
“A originalidade da fotografia em relação à pintura reside em sua objetividade essencial(...) Pela primeira vez, entre o objeto inicial e sua representação, nada se interpõe a não ser um outro objeto. Pela primeira vez, uma imagem do mundo exterior se forma, automaticamente sem a intervenção criadora do homem, segundo um rigoroso determinismo. A personalidade do fotógrafo entra em jogo somente pela escolha orientação, pela pedagogia do fenômeno; por mais visível que ela seja na obra acabada, já não figura nela como a do pintor. Todas as artes se fundam na presença do homem; unicamente na fotografia é que fruímos da sua ausência.
A. Bazin, “Ontologia da imagem fotográfica” (1945), incluído em "A experiência do cinema", antologia organizada por I. Xavier, 3 ed, São Paulo, Graal, 2003.
Subscribe to:
Posts (Atom)
